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Certificação global ou parcial?
Faz sentido fazer obras em casa, modernizar a cozinha
e a sala e continuar a ter uma casa de banho anacrónica, mal equipada? A concepção e implementação de um sistema de gestão da qualidade implica necessariamente uma auto-análise dos processos de valor e de suporte da Organização, um repensar das actividades, responsabilidades, fluxos de informação e decisão e um arrumar da casa em termos documentais, registos e seus arquivos. A certificação PARCIAL é caracterizada por focar apenas parte das actividades de negócio desenvolvidas, excluindo do âmbito da certificação outras actividades, o que implica uma ginástica permanente de adequação do sistema de gestão. A exclusão permitida é ao nível da “Realização do produto/serviço”, pelo que são sempre aplicáveis todos os requisitos da “Responsabilidade da gestão”, “Gestão de recursos” e “Medição, análise e melhoria”. Esta certificação parcial implica a sua clara identificação no âmbito constante do certificado de conformidade e não permite a ostentação da marca de “Empresa Certificada”, salvo se clarificar o respectivo âmbito. A certificação GLOBAL permite um envolvimento pleno de toda a Organização e um repensar conjunto das actividades desenvolvidas. É um projecto de motivação dos Colaboradores e Direcção e de reconhecimento do trabalho de qualidade desenvolvido. Em termos de gestão é mais difícil pensar e aplicar a metodologia de gestão da melhoria (Plan – Do – Check – Act) a apenas parte da Organização. Mas é possível! Quando é que se deve avançar para um sistema de certificação
PARCIAL? De facto, há Organizações de maior dimensão
e dispersão de actividades e/ou geográfica que justificam
esta opção. A opção pertence à gestão, mas se me perguntarem, responderei (quase) certamente: GLOBAL!
Sónia Vieira
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