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newsletter 06 | Fevereiro 2007 Tema em destaque: Tecnologias de Informação  

 

Certificação global ou parcial?

Quando me perguntam o que é mais vantajoso entre uma certificação global ou parcial, respondo prontamente: GLOBAL, sempre! Ou quase sempre! E porquê?

Faz sentido fazer obras em casa, modernizar a cozinha e a sala e continuar a ter uma casa de banho anacrónica, mal equipada?
Faz sentido dividir os Colaboradores de uma Organização entre “os envolvidos” e os “excluídos”?

A concepção e implementação de um sistema de gestão da qualidade implica necessariamente uma auto-análise dos processos de valor e de suporte da Organização, um repensar das actividades, responsabilidades, fluxos de informação e decisão e um arrumar da casa em termos documentais, registos e seus arquivos.

A certificação PARCIAL é caracterizada por focar apenas parte das actividades de negócio desenvolvidas, excluindo do âmbito da certificação outras actividades, o que implica uma ginástica permanente de adequação do sistema de gestão. A exclusão permitida é ao nível da “Realização do produto/serviço”, pelo que são sempre aplicáveis todos os requisitos da “Responsabilidade da gestão”, “Gestão de recursos” e “Medição, análise e melhoria”. Esta certificação parcial implica a sua clara identificação no âmbito constante do certificado de conformidade e não permite a ostentação da marca de “Empresa Certificada”, salvo se clarificar o respectivo âmbito.

A certificação GLOBAL permite um envolvimento pleno de toda a Organização e um repensar conjunto das actividades desenvolvidas. É um projecto de motivação dos Colaboradores e Direcção e de reconhecimento do trabalho de qualidade desenvolvido. Em termos de gestão é mais difícil pensar e aplicar a metodologia de gestão da melhoria (Plan – Do – Check – Act) a apenas parte da Organização. Mas é possível!

Quando é que se deve avançar para um sistema de certificação PARCIAL? De facto, há Organizações de maior dimensão e dispersão de actividades e/ou geográfica que justificam esta opção.
Todos conhecemos o caso da Siemens em Portugal que optou (e muito bem) por certificar inicialmente as fábricas e Unidades de Negócio, passo por passo, implicando sempre uma revisão às áreas de suporte, como os recursos humanos, compras, logística, qualidade, reclamações, auditorias, entre outras.
Por outro lado, o gigante PT-Comunicações optou (e muito bem) por certificar integralmente as actividades desenvolvidas, envolvendo mais de 10.000 Colaboradores.

A opção pertence à gestão, mas se me perguntarem, responderei (quase) certamente: GLOBAL!

 

Sónia Vieira
Qualiwork

 

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